Eu sempre achei que essas histórias de gatos saindo da casa de seus donos e subindo nos telhados durante a madrugada era só mais uma das lendas do Maurício de Souza, junto com a ideia de que em São Paulo as crianças brincam sozinhas nas ruas em bairros com gramas e sem muros (eu sempre quis saber onde fica esse tal de Limoeiro).
Mas não é que ontem minha vida mudou? Era uma meia noite e eu fui fechar a porta do jardim da sala para dormir, quando olho para cima e vejo, na parede da casa vizinha, uma sombra estranha. A princípio, achei que era um ET e fiquei com muito medo - porque só existem três coisas nessa vida que eu morro de medo: lagartixas, virar de cabeça para baixo e ETs. Que surpresa não fiquei quando a sombra se definiu e eu vi que era um gato passeando no telhado da minha casa? Quem poderia imaginar uma coisa dessas, em pleno século vinte e um!
Entretanto, creio que isso só aconteça em cidades do interior. Não vejo como um gato possa subir no telhado de prédios de tantos andares em São Paulo. Se a Nathalia já me explicou que em casa não pode aparecer lagartixa (ufa) porque moramos no quarto andar e elas não chegam até lá, imagina aqueles felinos gordinhos tentando subir? Não tem jeito.
15/11/2009
Grande revelação na minha vida
31/10/2009
Saiu a minha revista
Gente, saiu a prova de que eu não passo minhas tardes no MSN e no Twitter só fingindo que estou trabalhando, sendo que, na verdade, estou embaixo das cobertas em casa. Depois de muita espera e suspense e ansiedade em ver meu primeiro texto jornalístico, meu primeiro trabalho de gente grande ser publicado, a Ouse finalmente chegou às bancas!!!A capa é com a Cecília Dassi, que está fazendo aquele papel de danada na novela das oito (não sei o nome, porque não assisto). Ela foi escolhida porque representa muito bem a proposta da revista: a Ouse é voltada para meninas de 18 a 29 anos, aquelas que já saíram da adolescência, mas não se sentem ainda tão adultas.
Continuando o egocentrismo, eu também fiz uma matéria sobre maquiagens coloridas que, modéstia à parte, ficou linda haha (me refiro às fotos e diagramação).
A Ouse ainda traz reportagens sobre comportamento (uma delas é de mães superprotetoras, me identifiquei muito), garotos, sexo, viagens, vida real, um editorial de moda com a modelo Malana, que foi finalista do Brazil's Next Top Model, e mais um monte de coisas legais.
Enfim, já deu para entender o que eu quero dizer: comprem comprem comprem! Depois, escrevam para a gente, digam o que acharam e, obviamente, que eu sou uma ótima repórter e devia ser promovida à dona da Editora Símbolo hahaha.
Observação: este mês eu ainda saio na revista Zero, da Símbolo também, que comecei a ajudar por questão de proximidade de baia na redação. Vai ter matéria minha de moda, beleza e comportamento. Quando chegar às bancas, eu mostro aqui de novo.
26/10/2009
Iluminador azul
Há algum tempo, eu vi essa foto em algum site de revista internacional (não lembro qual), de algum desfile que aconteceu por aí (não lembro onde nem de quem) e salvei no computador porque achei essa sombra linda e queria copiar um dia nessa vida. Infelizmente, esse dia ainda não chegou, e as famosas do Oi Fashion Rock acabaram copiando antes de mim (odeio quando isso acontece).
Achei chato. É que nem quando eu copiei a trança de lado da Blair em um dos primeiros episódios dessa temporada para ir para aula e, agora, a Betty também copiou. Que falta de originalidade...
Decidi então deixar registrado:
Eu ainda vou ter esse cabelo, ou não me chamo Ana Luiza. E ai de quem copiar antes de mim!
25/10/2009
14/10/2009
Como eu conheci sua mãe
Desenho publicado no blog do Barney, de quando ele estava tendo aulas com Ted: caráter real
Isso é uma das coisas que eu mais gosto na série. Qualquer detalhezinho que eles falam em algum episódio não passa despecebido - sempre tem alguma ligação com a vida real ou outro acontecimento na história, que pode ser explicado logo ou muito tempo depois. O twitter Broslife é sensacional: não tem postagens só nos dias em que passa na TV, mas o tempo todo, como, por exemplo:
Isso dá um toque muito real ao programa, como se todos os personagens existissem de verdade. Como se a saga de Ted, incluindo os amigos Marshall, Lily, Robin e Barney estivesse acontecendo mesmo, nesse exato momento, em algum lugar de Nova York.
Apesar da busca pela mãe ser o foco do programa, Ted não é o personagem principal do tipo que "domina" o seriado, sem deixar espaço aos outros. Cada um tem uma história particular e uma razão de ser, um motivo que os levaram ali, naquele momento. Seja o casal Marshmallow e Lilypad, que nunca estiveram em outros relacionamentos; seja a canadense Robin, que tem várias manias masculinas pela falta do carinho de seu pai quando jovem; seja Barney, que é mulherengo pela decepção amorosa que teve aos 23 anos. Enfim, pode ser também em episódios marcantes, como o bode no aniversário, o "barrato", a morte do carro do Marshall... No final, o fato de Ted procurar sua alma gêmea acaba se tornando algo secundário na história - o legal mesmo é acompanhar as aventuras desse grupo de amigos, tão legal quanto os extintos Joey, Chandler, Ross, Mônica, Phoebe e Rachel.
Eu não tenho TV por assinatura, mas acho que passa na Sony. Para quem baixa seriados, ele está, atualmente, no quarto episódio da quinta temporada, e é exibido toda segunda à noite nos EUA. Dá para acompanhar ao vivo pelo site da CBS ou esperar sair as legendas e baixar na comunidade do Orkut. Depois, no Facebook, tem um aplicativo já, de qual personagem HIMYM você é (eu sou o Barney. Awesome!). Nas férias, eu assisti às quatro primeiras temporadas inteiras (cada episódio tem cerca de 25 minutos). Fiquei tão viciada que cheguei a sonhar com esses cinco. Aos conservadores e nostálgicos de plantão, mil desculpas: mas acho que gosto mais destes novaiorquinhos do que os dos anos 90.
12/10/2009
Tudo de Blog
Pausa no momento nostalgia: acabei de dar um Google para ver se achava essa capa e descobri que não era o Iran Malfitano, mas o Dado Dolabella, que também fazia Malhação! Ai, me senti mal, quebrou todo o clima de como eu lembrava da história perfeitamente auehuhae Mas enfim, continuando.--
05/10/2009
Todo mundo tem mãe
Mas o assunto do post inteiro não é esse. Estávamos nós duas na varanda dos fundos de casa, mais meu pai e minha irmã conversando. A Ana estava passando sombra pink no meu olho. De repente, a Mafalda, minha cachorra, viu meu pai fazendo carinho na Samanta (a outra cachorra), ficou com ciúmes e começou a latir brava (muito singelo que é o latido de um labrador). A Ana se assustou e me perguntou:
- Por que elas estão brigando?
- Ela tá com ciúmes da mãe dela...
Do alto de seus três anos, ela arregalou os olhos e parou o que estava fazendo:
- Cachorro também tem mãe?
Segurei o riso.
- Tem! Todo mundo tem mãe.
- Gato não tem mãe.
- Tem sim. É que as pessoas costumam separar eles de suas mães.
Ela voltou a pintar meu olho, pensativa.
- Barata também tem mãe?
Fiquei um pouco em dúvida, pensando nos cavalos marinho e se existia algum bicho sem mãe.
- Tem.
Agora ela passava batom em mim, refletindo.
- Pulga também tem mãe?
- Tem, todo mundo tem.
- Quando a mãe morre, não tem mais mãe.
- Tem sim, é que ela foi morar no céu. Mas ainda tem.
Acho que depois disso, ela ficou bem convencida. Só com uma exceção:
- Eu acho que baratas não têm mãe.


