29/06/2010

Roller Derby

"We are number two!"

Ontem eu assisti a Whip it, abrasileirado para Garota Fantástica, que tem a Drew Barrymore como diretora e a Ellen Page (a Juno) como personagem principal. Não sei por que, mas não li quase nenhum comentário sobre esse filme por aí. O que é estranho, porque ele é muito bom.

Drew como diretora

Conta a história de Bliss, uma garota de 17 anos que vive em uma cidadezinha próxima a Austin, no Texas. É, assim como Juno, toda alternativazinha e cativante, trabalha meio período em uma lanchonete com um uniforme idiota e tem uma mãe que a faz participar de concursos de beleza. Isso até ela descobrir o roller derby e decidir que é o que quer fazer da vida.

A equipe de Bliss nas pistas

Roller derby é, agora, meu segundo esporte favorito, depois de rugby. Surgiu nos anos 20, nos Estados Unidos, mas fez sucesso mesmo durante a década de 70, quando tinha equipes profissionais e atletas pagos. Nos anos 80, foi esquecido, mas, no começo de 2000, algumas texanas o redescobriram e começaram a praticar por diversão. Nele, você tem um time formado por cinco patinadoras em uma pista circular. Uma é a chamada jammer, que é a que marca os pontos. Isso é feito ultrapassando os membros do outro time. As outras quatro servem para bloquear o adversário e não deixá-lo passar e marcar os pontos primeiro (claro). E é aí que entra a parte legal: para impedir, vale tudo (quer dizer, na teoria, não, mas na prática...): golpes, braçadas, colocar o pé na frente etc.

Casal fofinho e secundário na trama

Digo na prática porque, hoje, como é tudo amador, até as pistas, as garotas que praticam não levam as regras muito a sério (foi o que eu li, pelo menos. Aliás, ele é formado quase que exclusivamente por mulheres). Outro ponto curioso é o "figurino": as patinadoras inventam nomes de guerra (o de Bliss era Babe Ruthless) e se vestem com meias coloridas, arrastão, mini saias ou shorts e se maquiam muito, para chamar a atenção do público e intimidar as adversárias. No final, fica uma coisa super chamativa, meio punk. "Eyeliner is never too much".

Editorial para a revista Marie Claire

Drew também está no elenco e faz um papel engraçadíssimo (como todos de sua carreira). Depois das filmagens, ela e Ellen ficaram bff e devo confessar que tenho inveja (também queria ser amiga delas). Drew disse em entrevista a Marie Claire que acha que o derby roller está crescendo muito nos EUA e serve como apoio a mulheres que procuram seus alter ego e famílias. O que é bem verdade: num documentário feito pela ESPN, eles contam que tem de todo o tipo jogando: DJs, donas de casa, entregadoras de pizza, estudantes e funcionárias da NASA.



Se eu não fosse uma pessoa tão sedentária e com medo de me machucar (esse é meu maior problema com esportes, na verdade), eu juro que começava um movimento para iniciar o roller derby no país!

28/06/2010

Primeiro dia de academia

Decidi que, já que estou de férias da faculdade e desempregada, entraria na academia. Ocupo meu tempo e perco os quilos adquiridos com McArgentinas, McFranças e afins consumidos nos ultimos tempos. Devo lembrar que, a última vez que pratiquei exercícios físicos regularmente, eu tinha 17 anos. Desde então, nada. Nadica. Nem uma caminhadinha no quarteirão. Nem quinze abdominais antes de dormir. Neca. Por isso que, hoje, quando cheguei para malhar (risos), descobri que a D. Inês, senhora de 61 anos que dá catequese na paróquia do meu bairro, tem mais resistência física do que eu. Sério. Eu estava com os braços tremendo enquanto fazia minha série, levantando 10 (dez) quilos, enquanto ela se exercitava ativamente, sorrindo e sem suar, com uns 30 (trinta), mais ou menos. Saí humilhada.

E, a quem interessar possa, a ordem dos melhores lanches da Copa:
1º Mc Argentina
2º Mc Brasil
3º Mc França
4º Mc Estados Unidos
5º Mc Alemanha
6º Mc Espanha
* O Mc Itália ainda não foi avaliado.

26/06/2010

Existe coisa mais gay que um unicórnio chamado Precioso?

Preci

Eu amo As Crônicas de Nárnia. Mesmo que o propósito do autor tenha sido enfiar o cristianismo na cabeça das criancinhas (Aslam como novo Jesus) e mesmo com o preconceito contra os “calormanos” (povo dumal, de pele morena, barba e turbantes, inimigos dos narnianos, povo dubem, brancos e loiros). O novo filme já tem trailer.

Amadurecência

Engraçado como, às vezes, você escreve uma coisa que, para você, faz muito sentido. Então outras pessoas leem e também veem sentido naquilo. E tudo parece correto dentro daquela realidade. Aí, passam-se alguns anos e o escrito já parece não pertencer mais a você. Você até pensa como pode ter criado uma coisa daquelas.
Por favor, se você me conhece há menos de um ano, não leia as postagens antigas deste blog. Só eu mesma e, talvez, quem me acompanhou durante todos esses anos temos a capacidade de entender a evolução do Hialoplasma/Ana Luiza. Caso contrário, estarei humilhada.

25/06/2010

Brasil x Portugal

- Não não não não não! NÃO! NÃO! NÃO! NÃÃÃOOO!!! Ufa.
- Quando o juiz apita e aponta em direção à marca do pênalti, é porque marcou. Se ele apontar em direção oposta, ao gramado, é porque não marcou.
- Olha, que inteligente, não sabia disso.
- Evita bastante sofrimento saber as regras do jogo.
Cinco minutos depois:
- Não não não não nããããããooooo!!!!! Ufa.

23/06/2010

Amigo, estou aqui

Fui ver Toy Story 3 hoje no cinema (aproveitando que estou desempregada, peguei uma sessão no meio da semana, no meio da tarde, frequentada apenas por crianças, donas de casa e aposentados). Recordo-me como se fosse ontem -começa no background uma musiquinha de quem viaja memória adentro- de quando estreou o primeiro filme desta trilogia. Animações tridimensionais, uma revolução. As crianças nunca mais viriam os desenhos da mesma forma. Confesso que tenho até ciúme se ouço qualquer pessoa com menos de dezoito anos falando que é fã do filme. Não é da época dela, não autorizo (isso foi uma indireta para meu sobrinho de nove anos). De qualquer forma, fui assistir ao que aconteceu depois que o Andy cresceu.
Antes de qualquer coisa, preciso fazer uma observação: o Woody não é a cara do Butch Walker?

Separados por algumas tatuagens e um chapéu de caubói

Chorei durante o longa inteiro. Desde o comecinho mesmo. "Amigo, estou aqui" é uma música que emociona. E, como já devo ter falado, sou daquele tipo de jovem nostálgico que não queria ter crescido. Cheguei em casa abraçando meu Simba de pelúcia (ele é o Woody que eu escolhi para vir para a faculdade comigo) e tentando me lembrar se em algum momento falei na frente dos meus brinquedos que eles eram apenas tralha (não gostaria de ter magoado seus sentimentos).

Parece que foi ontem...

Agora, falando sério, Toy Story 3 não deixa a desejar em nada perto dos anteriores (claro, o primeiro é bem melhor que o segundo). E o 3D é bem bacana. Tem bastante aventura e prende sua atenção o tempo todo - diferente de Sex and the City 2, que vi semana passada e quase dormi de tédio na maioria das cenas. E aquele bebezão? (Atenção: se você ainda não assistiu, pare de ler agora, porque virão spoilers). Muito medo! Eu nunca gostei desse tipo de bonecas mesmo. Agora elas ficaram ainda mais assustadoras a meus olhos. A única coisa que me chateou é que acho que as dublagens não são as mesmas do original. O Sr. Cabeça de Batata, com certeza, está com uma voz diferente.
Tá, chega. É melhor você correr para o cinema - e preparar a caixa de lenços. Depois, chegando em casa, abrace um Woody simbólico você também.

Na M.A.C.

- Você está procurando por um corretivo que cubra bem ou que dê um efeito natural?
- Ahm... os dois?
- Vou misturar esse óleo de camomila então - só uma gotinha - com o corretivo líquido. Além de ficar mais fluido, a camomila ajuda a acalmar a pele e tratar a olheira e o inchaço dessas bolsinhas que você tem debaixo dos olhos.
- QUE BOLSINHAS???

Animais falantes

Eu já comentei aqui que, no meu mundo ideal, todos os animais falariam. E esta noite foi a segunda em que sonho que estou conversando com um bicho. Desta vez, era um ornitorrinco.
E o pior é que eu acordo realmente chateada com o fato de que era só um sonho. O meu ornitorrinco era superfofinho e engraçado, maior gente boa. Fisicamente mais parecido com o psyduck do que com um ornitorrinco de verdade (provavelmente porque eu nunca vi um e tenho a dúvida se é um animal que realmente existe ou se já entrou em extinção). Ele era meu bichinho de estimação de infância, nós tirávamos fotos juntos e ríamos. E ele era vermelho.
Da outra vez, sonhei que conversava com um cachorrinho cinza, filhote novo da Samanta. Ele também era bem simpático, mas um pouco melancólico para um labrador. Lamentava demais, sabe?
Enfim, só queria dividir em algum lugar minha provável doença mental em me apegar a animais falantes (deve ser algum trauma de infância que começou depois de O Rei Leão). Acho que vou voltar com o Hialoplasma.