09/07/2010

Quando você vira seus pais na balada


Fase 1: Você começa a sair e frequentar baladas. Quer ficar bonito e, principalmente, fazer bonito para as outras pessoas, aumentando as chances de terminar a noite com um saldo positivo na contagem Membros do Sexo Oposto que Beijei. Na verdade, é seu único objetivo naquele lugar. Então, você dança todas músicas que tocam da mesma forma que seus amigos, que também aprenderam tudo pela Malhação e a MTV.
Fase 2: As baladas, que em alguns lugares também são chamadas de boates ou clubes, começam a ficar chatas. Dançar e beijar membros do sexo oposto não são o suficiente para o seu entretenimento. Então, em um momento de "vou fazer meus amigos rirem", você começa a dançar de alguma maneira não convencional, tornando-se o centro das atenções. Vale imitar um ganso, exagerar no psy ou fazer o bom e velho "pega marido", típico dos carnavais de 1970.
Fase 3: Como em todas as noites que você sai, dança de forma esquizofrênica, acaba se esquecendo de como é dançar normalmente. Até tenta, mas os passos fugiram da memória. De repente, sente-se um pouco velho para aquele ambiente. Mas insiste. Continua dançando do jeito engraçado, mas nota que começa a repelir algumas pessoas. A boa notícia é que nenhum cara chato se aproxima mais de você. A má notícia é que nenhum cara legal se aproxima mais de você.
Fase 4: Você definitivamente se esqueceu de como dançar e adota a prática brega para a vida. Aliás, ela já nem parece mais tão brega assim, mas, pelo contrário, muito bacana. Afinal, todos seus amigos passaram pelo mesmo processo que você e também já não se lembram como dançavam antigamente. E é isso. Você virou seus pais na balada. Fim.
E você, está em que fase?

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