Cinco amigos vivendo em NY, no estilo Friends
How I Met Your Mother é, provavelmente, o melhor
sitcom desde Friends. Nunca vi Scrubs, que é o que todos comentam, mas minha amiga já assistiu aos dois e me disse que HIMYM é muito melhor. Portanto, vou determinar que essa é a melhor série de comédia do momento e ponto.
Pequena sinópse: Em 2030, o arquiteto Ted Mosby conta aos seus filhos como conheceu a mãe deles. Parece bobo e simples - mas, se caso o fosse, teria acabado no primeiro capítulo em vez de estar começando a quinta temporada esse ano. Ele volta no tempo e começa a história em 2005 (ano de estreia do seriado), quando seu amigo de faculdade e roomate Marshall pede Lily, também amiga do grupo, em casamento, após sete anos de namoro. Ted diz que aquilo o fez refletir em o quanto precisava tomar um rumo em sua vida e, finalmente, se casar. Isso porque Ted Mosby não é um cara comum: ele é romântico assumido e busca o amor de sua vida. E aí começa o problema. Ted conhece a jornalista Robin (que eu amo e super me identifico) no primeiro capítulo e, de cara, diz que a ama, sem nem conhecê-la (sim, a maioria das coisas que o Ted fala faz você pensar "putz..."). Para piorar, ele tem um amigo no estilo solteiro convicto, Barney, que o tenta convencer, de qualquer forma, o quanto ele não vai encontrar a felicidade em um relacionamento, mas sim em casinhos de uma noite só.
Barney Stinson é meu personagem favorito. No estilo Chandler, ninguém sabe com o que trabalha exatamente, mas ele está sempre de terno. Tem um monte de bordões que vão fazer você repetir sempre que houver a oportunidade (e, obviamente, ninguém vai entender, porque quase ninguém vê HIMYM):
suit up,
high five,
awesome e, o melhor de todos,
legen -wait for it- dary. Além disso, ele também cita em vários episódios seu blog, em que ele ensina os Bro Codes - como ser um
brother como ele. O legal é que ele
existe de verdade, no site da CBS, emissora do programa. Na nova temporada, ele também fala de seu
twitter
Desenho publicado no blog do Barney, de quando ele estava tendo aulas com Ted: caráter real
Isso é uma das coisas que eu mais gosto na série. Qualquer detalhezinho que eles falam em algum episódio não passa despecebido - sempre tem alguma ligação com a vida real ou outro acontecimento na história, que pode ser explicado logo ou muito tempo depois. O twitter Broslife é sensacional: não tem postagens só nos dias em que passa na TV, mas o tempo todo, como, por exemplo:
Tweet do BarneyIsso dá um toque muito real ao programa, como se todos os personagens existissem de verdade. Como se a saga de Ted, incluindo os amigos Marshall, Lily, Robin e Barney estivesse acontecendo mesmo, nesse exato momento, em algum lugar de Nova York.
Apesar da busca pela mãe ser o foco do programa, Ted não é o personagem principal do tipo que "domina" o seriado, sem deixar espaço aos outros. Cada um tem uma história particular e uma razão de ser, um motivo que os levaram ali, naquele momento. Seja o casal Marshmallow e Lilypad, que nunca estiveram em outros relacionamentos; seja a canadense Robin, que tem várias manias masculinas pela falta do carinho de seu pai quando jovem; seja Barney, que é mulherengo pela decepção amorosa que teve aos 23 anos. Enfim, pode ser também em episódios marcantes, como o bode no aniversário, o "barrato", a morte do carro do Marshall... No final, o fato de Ted procurar sua alma gêmea acaba se tornando algo secundário na história - o legal mesmo é acompanhar as aventuras desse grupo de amigos, tão legal quanto os extintos Joey, Chandler, Ross, Mônica, Phoebe e Rachel.
Eu não tenho TV por assinatura, mas acho que passa na Sony. Para quem baixa seriados, ele está, atualmente, no quarto episódio da quinta temporada, e é exibido toda segunda à noite nos EUA. Dá para acompanhar ao vivo pelo site da CBS ou esperar sair as legendas e baixar na comunidade do Orkut. Depois, no Facebook, tem um aplicativo já, de qual personagem HIMYM você é (eu sou o Barney. Awesome!). Nas férias, eu assisti às quatro primeiras temporadas inteiras (cada episódio tem cerca de 25 minutos). Fiquei tão viciada que cheguei a sonhar com esses cinco. Aos conservadores e nostálgicos de plantão, mil desculpas: mas acho que gosto mais destes novaiorquinhos do que os dos anos 90.