31/10/2009

Saiu a minha revista

Gente, saiu a prova de que eu não passo minhas tardes no MSN e no Twitter só fingindo que estou trabalhando, sendo que, na verdade, estou embaixo das cobertas em casa. Depois de muita espera e suspense e ansiedade em ver meu primeiro texto jornalístico, meu primeiro trabalho de gente grande ser publicado, a Ouse finalmente chegou às bancas!!!
A capa é com a Cecília Dassi, que está fazendo aquele papel de danada na novela das oito (não sei o nome, porque não assisto). Ela foi escolhida porque representa muito bem a proposta da revista: a Ouse é voltada para meninas de 18 a 29 anos, aquelas que já saíram da adolescência, mas não se sentem ainda tão adultas.
Agora, fazendo propaganda pessoal, tem uma matéria minha super bacana com a dupla inglesa The Ting Tings, que vem tocar no Brasil mês que vem, no Festival Planeta Terra, em São Paulo. Eu conversei com a Katie por telefone e ela foi superfofa (tive vários surtos de como eu queria que ela fosse minha amiga para sempre) e foi o ápice da minha carreira jornalística até agora.
Ainda tem matéria com a banca Copacabana Club, que também vai se apresentar no Planeta Terra.

Continuando o egocentrismo, eu também fiz uma matéria sobre maquiagens coloridas que, modéstia à parte, ficou linda haha (me refiro às fotos e diagramação).
A Ouse ainda traz reportagens sobre comportamento (uma delas é de mães superprotetoras, me identifiquei muito), garotos, sexo, viagens, vida real, um editorial de moda com a modelo Malana, que foi finalista do Brazil's Next Top Model, e mais um monte de coisas legais.
Enfim, já deu para entender o que eu quero dizer: comprem comprem comprem! Depois, escrevam para a gente, digam o que acharam e, obviamente, que eu sou uma ótima repórter e devia ser promovida à dona da Editora Símbolo hahaha.
Observação: este mês eu ainda saio na revista Zero, da Símbolo também, que comecei a ajudar por questão de proximidade de baia na redação. Vai ter matéria minha de moda, beleza e comportamento. Quando chegar às bancas, eu mostro aqui de novo.

26/10/2009

Iluminador azul

Há algum tempo, eu vi essa foto em algum site de revista internacional (não lembro qual), de algum desfile que aconteceu por aí (não lembro onde nem de quem) e salvei no computador porque achei essa sombra linda e queria copiar um dia nessa vida. Infelizmente, esse dia ainda não chegou, e as famosas do Oi Fashion Rock acabaram copiando antes de mim (odeio quando isso acontece).


Achei chato. É que nem quando eu copiei a trança de lado da Blair em um dos primeiros episódios dessa temporada para ir para aula e, agora, a Betty também copiou. Que falta de originalidade...
Decidi então deixar registrado:

Eu ainda vou ter esse cabelo, ou não me chamo Ana Luiza. E ai de quem copiar antes de mim!

25/10/2009

Lily

A cara que qualquer um faria ao posar para uma foto com Karl Lagerfeld.

14/10/2009

Como eu conheci sua mãe


Cinco amigos vivendo em NY, no estilo Friends

How I Met Your Mother é, provavelmente, o melhor sitcom desde Friends. Nunca vi Scrubs, que é o que todos comentam, mas minha amiga já assistiu aos dois e me disse que HIMYM é muito melhor. Portanto, vou determinar que essa é a melhor série de comédia do momento e ponto.
Pequena sinópse: Em 2030, o arquiteto Ted Mosby conta aos seus filhos como conheceu a mãe deles. Parece bobo e simples - mas, se caso o fosse, teria acabado no primeiro capítulo em vez de estar começando a quinta temporada esse ano. Ele volta no tempo e começa a história em 2005 (ano de estreia do seriado), quando seu amigo de faculdade e roomate Marshall pede Lily, também amiga do grupo, em casamento, após sete anos de namoro. Ted diz que aquilo o fez refletir em o quanto precisava tomar um rumo em sua vida e, finalmente, se casar. Isso porque Ted Mosby não é um cara comum: ele é romântico assumido e busca o amor de sua vida. E aí começa o problema. Ted conhece a jornalista Robin (que eu amo e super me identifico) no primeiro capítulo e, de cara, diz que a ama, sem nem conhecê-la (sim, a maioria das coisas que o Ted fala faz você pensar "putz..."). Para piorar, ele tem um amigo no estilo solteiro convicto, Barney, que o tenta convencer, de qualquer forma, o quanto ele não vai encontrar a felicidade em um relacionamento, mas sim em casinhos de uma noite só.
Barney Stinson é meu personagem favorito. No estilo Chandler, ninguém sabe com o que trabalha exatamente, mas ele está sempre de terno. Tem um monte de bordões que vão fazer você repetir sempre que houver a oportunidade (e, obviamente, ninguém vai entender, porque quase ninguém vê HIMYM): suit up, high five, awesome e, o melhor de todos, legen -wait for it- dary. Além disso, ele também cita em vários episódios seu blog, em que ele ensina os Bro Codes - como ser um brother como ele. O legal é que ele existe de verdade, no site da CBS, emissora do programa. Na nova temporada, ele também fala de seu twitter

Desenho publicado no blog do Barney, de quando ele estava tendo aulas com Ted: caráter real

Isso é uma das coisas que eu mais gosto na série. Qualquer detalhezinho que eles falam em algum episódio não passa despecebido - sempre tem alguma ligação com a vida real ou outro acontecimento na história, que pode ser explicado logo ou muito tempo depois. O twitter Broslife é sensacional: não tem postagens só nos dias em que passa na TV, mas o tempo todo, como, por exemplo:

Tweet do Barney

Isso dá um toque muito real ao programa, como se todos os personagens existissem de verdade. Como se a saga de Ted, incluindo os amigos Marshall, Lily, Robin e Barney estivesse acontecendo mesmo, nesse exato momento, em algum lugar de Nova York.
Apesar da busca pela mãe ser o foco do programa, Ted não é o personagem principal do tipo que "domina" o seriado, sem deixar espaço aos outros. Cada um tem uma história particular e uma razão de ser, um motivo que os levaram ali, naquele momento. Seja o casal Marshmallow e Lilypad, que nunca estiveram em outros relacionamentos; seja a canadense Robin, que tem várias manias masculinas pela falta do carinho de seu pai quando jovem; seja Barney, que é mulherengo pela decepção amorosa que teve aos 23 anos. Enfim, pode ser também em episódios marcantes, como o bode no aniversário, o "barrato", a morte do carro do Marshall... No final, o fato de Ted procurar sua alma gêmea acaba se tornando algo secundário na história - o legal mesmo é acompanhar as aventuras desse grupo de amigos, tão legal quanto os extintos Joey, Chandler, Ross, Mônica, Phoebe e Rachel.
Eu não tenho TV por assinatura, mas acho que passa na Sony. Para quem baixa seriados, ele está, atualmente, no quarto episódio da quinta temporada, e é exibido toda segunda à noite nos EUA. Dá para acompanhar ao vivo pelo site da CBS ou esperar sair as legendas e baixar na comunidade do Orkut. Depois, no Facebook, tem um aplicativo já, de qual personagem HIMYM você é (eu sou o Barney. Awesome!). Nas férias, eu assisti às quatro primeiras temporadas inteiras (cada episódio tem cerca de 25 minutos). Fiquei tão viciada que cheguei a sonhar com esses cinco. Aos conservadores e nostálgicos de plantão, mil desculpas: mas acho que gosto mais destes novaiorquinhos do que os dos anos 90.

12/10/2009

Tudo de Blog

A maioria das meninas que leem o Hialoplasma devem ter vindo parar aqui por causa do Tudo de Blog. O resto foi jogando ex-namorado no Google hauehae. Mas, de qualquer forma, para quem não sabe o que é, decidi explicar hoje qual é a minha com a revista Capricho.
Há muitos e muitos anos, em uma galáxia muito distante, eu tinha 13 anos e estava fazendo compras no supermercado com a minha mãe quando vi, no caixa, uma revista que eu nunca tinha comprado. Lembro exatamente que era com o Gui e o Léo da Malhação na capa (na época, o Max Fercondini e o Iran Malfitano). Foi minha primeira Capricho <3
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Pausa no momento nostalgia: acabei de dar um Google para ver se achava essa capa e descobri que não era o Iran Malfitano, mas o Dado Dolabella, que também fazia Malhação! Ai, me senti mal, quebrou todo o clima de como eu lembrava da história perfeitamente auehuhae Mas enfim, continuando.
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Resumindo: eu adorei a revista e, depois disso, comecei a comprá-la religiosamente a cada quinzena. Entretanto, de tempos em tempos, eu juntava um monte e mandava reciclar, porque as pilhas alcançavam proporções desesperadoras para minha mãe aqui em casa.
Quatro anos depois - em 2006, eu já no terceiro ano do colegial e querendo prestar vestibular para jornalismo - a Capricho se reformulou toda e virou essa que existe nas bancas hoje, toda diferentinha e jovem, que umas amam e outras odeiam. Na primeira edição dela, tinha uma chamada para as leitoras que tivessem blog participar de uma nova seção: o Tudo de Blog. O prêmio, ao final do ano, seria fazer um miniestágio na redação, de duas semanas.
Aí eu pensei: "Que legal, imagina ter um texto meu na Capricho?" e fui lá e me inscrevi com o Hialoplasma. Depois, recebi um e-mail dizendo que tinha sido aprovada e, a partir daquele momento, era uma colaboradora oficial. Na época, devia ter umas 50, mais ou menos.
Bom, a primeira pauta que eu recebi era sobre autoestima, uma coisa assim, e eu me empenhei horrores, porque, a cada edição, só três blogueiras eram publicadas. E eu fui logo de primeira \o/ Foi muita emoção, mostrei para todo mundo aqui em casa (óbvio). Depois, eu continuei escrevendo as pautas que recebia direitinho e, virava e mexia, tinha um texto meu na revista. No final daquele ano, recebi uma ligação avisando que eu tinha sido a vencedora do TDB 2006. Em janeiro, fiz o estágiozinho na Abril - eu nem entendia nada de jornalismo, mas aquilo foi o máximo para minha decisão final de que era o que eu queria para o resto da minha vida.
Eu faço parte do TDB até hoje, mas já não me empenho tanto assim. Não que eu não goste mais (muito pelo contrário), mas acho que não consigo mais escrever sobre o mundo adolescente com tanta sinceridade e autoridade quanto antes. Em 2007, tive menos textos publicados do que em 2006 (em compensação, foi o mais famoso de todos do Hialoplasma, sobre ex-namorado). Em 2008, acho que um só. Esse ano, eu só escrevi duas pautas.
De qualquer forma, o TDB foi muito importante na minha vida e fez muito parte da minha formação, de quem eu sou hoje. Conheci um monte de gente legal, como a Mell, e blogs de meninas fofíssimas e supertalentosas, como a Leila ou a Joana. Enfim, não dá para citar todo mundo, porque a lista é enorme.
O Tudo de Blog cresceu (e muito) e agora também tem uma página no site da Capricho, com mais textos das meninas que colaboram para ele ser tão bacana assim - que, agora, são tantas, que eu nem conheço mais a maioria. Mas posso garantir que os blogs pessoais dela são quase um "leia mais" do Hialoplasma, recheado de textos bacanas e assuntos do momento.
Eu só não compro mais a Capricho porque 1-as matérias não fazem mais parte da minha realidade e 2-as pessoas achariam que sofro de retardamento mental. Mas eu tenho uma sobrinha de 12 anos que comprou ontem a sua primeira, com o Fresno na capa, e teve todo meu apoio nessa nova "fase" da vida dela, de mocinha.
Por isso que eu não consigo abandonar o TDB. Se não fosse ele, quem sabe hoje eu não estivesse aqui onde estou. Talvez, lá atrás, no colegial, minha mãe tivesse me convencido de que jornalismo não levava a nada e eu estaria, agora, fazendo faculdade de arquitetura e abandonado meu gosto por escrever "bobagens de adolescente".

05/10/2009

Todo mundo tem mãe

No último Natal, eu comprei uma maleta de maquiagem toda colorida de presente para minha afilhada Ana Alice, porque ela é bem perua e adora sair de casa com gliter e batom. O problema é que minha irmã não deixa a Ana brincar com ela, porque diz que faz muita bagunça e ia sujar toda a casa dela (é, minha irmã é chata). Por isso, depois de muito tempo, acabei mandando ela levar lá em casa que eu brincava com ela. E sábado ela foi.
Mas o assunto do post inteiro não é esse. Estávamos nós duas na varanda dos fundos de casa, mais meu pai e minha irmã conversando. A Ana estava passando sombra pink no meu olho. De repente, a Mafalda, minha cachorra, viu meu pai fazendo carinho na Samanta (a outra cachorra), ficou com ciúmes e começou a latir brava (muito singelo que é o latido de um labrador). A Ana se assustou e me perguntou:
- Por que elas estão brigando?
- Ela tá com ciúmes da mãe dela...
Do alto de seus três anos, ela arregalou os olhos e parou o que estava fazendo:
- Cachorro também tem mãe?
Segurei o riso.
- Tem! Todo mundo tem mãe.
- Gato não tem mãe.
- Tem sim. É que as pessoas costumam separar eles de suas mães.
Ela voltou a pintar meu olho, pensativa.
- Barata também tem mãe?
Fiquei um pouco em dúvida, pensando nos cavalos marinho e se existia algum bicho sem mãe.
- Tem.
Agora ela passava batom em mim, refletindo.
- Pulga também tem mãe?
- Tem, todo mundo tem.
- Quando a mãe morre, não tem mais mãe.
- Tem sim, é que ela foi morar no céu. Mas ainda tem.
Acho que depois disso, ela ficou bem convencida. Só com uma exceção:
- Eu acho que baratas não têm mãe.