30/04/2009

What not to watch

A top Isabella Fiorentino e o pernambucano Arlindo Grund

Estreou, esse ano, no SBT, a versão brasileira do programa Esquadrão da Moda, apresentado pela modelo e (dizem por aí) consultora de imagem Isabella Fiorentino e o stylist e consultor de moda Arlindo Grund. O reality show, que tem o objetivo de transformar a imagem de pessoas sem qualquer conhecimento ou interesse em moda e ensiná-las a se vestir bem, segue o modelo do britânico What Not To Wear, lançado pela BBC em 2001 e apresentado originalmente por Trinny Woodall e Susannah Constantine, consultoras de moda, escritoras e divas.
Eu era muito fã do programa inglês, exibido no Brasil pelo canal People and Arts, mas depois que mudei para São Paulo e meu pai, consqüentemente, achou uma boa cancelar a TV por assinatura aqui em casa (já que eu era a única que assistia), parei de acompanhar. Pesquisando na internet, descobri que, desde 2006, quem apresenta são umas tais de Lisa Butcher (modelo) e Mica Paris (cantora). Existe também uma versão americana, não tão boa, do canal TLC, comandada por Stacy London e Clinton Kelly.

As britânicas Susannah e Trinny

Então, devido à minha grande simpatia por Trinny e Sussanah, top sabedoras do mundo da moda e de tudo que existe de bonito, eu aguardava com uma certa ansiedade e curiosidade pela versão que o tio Silvio Santos pretendia criar. E, agora, vou ser sincera quanto ao programa.
No começo, eu tinha achado apenas fraco. A Isabella Fiorentino e o cara desconhecido não tinham aquele quê de simpatia para conquistar o público. As mudanças que faziam nas participantes eram razoáveis, mas não apresentavam nenhuma dica extraordinária ao telespectador - porque o legal do programa não é apenas ver a transformação no estilo dos outros, mas absorver um pouco daquilo que eles ensinam para seu próprio guarda-roupa e dia-a-dia. Entretanto, em vez de amadurecer (o que seria uma tendência natural), o Esquadrão do SBT só vêm piorando a cada episódio. No último, exibido essa semana, que pretendia melhorar o visual de uma artista circense de 30 anos que se vestia ora escandalosa, ora infantilmente, se não conseguiu piorá-la (porque, sinceramente, não tinha como), a deixou no mesmo nível de falta de noção. Apresentaram nela modelos sem corte, tecidos que não caíram bem e combinações mal-feitas (eu não sou nenhuma expert em moda, mas é a minha opinião).
Além disso, antes, as propagandas ao longo do programa eram sutis. Os 10 mil reais que devem ser gastos em roupas novas eram investidos em boas marcas, de lojas em que o nome aparecia sutilmente nas gravações e, definitivamente mesmo, apenas nos créditos finais. Agora, virou uma grande jogada comercial e, do começo ao fim, tudo que ouvimos são informações forçadas sobre as "maravilhas fashion" que podemos encontrar na C&A ou Hering (nada contra as marcas, mas são elas as principais patrocinadoras). Isso sem falar nos comerciais irritantes exibidos ao longo do episódio, com um texto decorado da Fiorentino falando: "Mas que linda essa bota Dakota! Vai bem em qualquer produção, para qualquer silhueta. Sente só essa textura!" (SENTE SÓ ESSA TEXTURA? EU ESTOU DO OUTRO LADO DA TV, TIA!). Os produtores podem achar grandes espertezas, mas essas publicidades mal-inseridas irritam muito quem está acompanhando o programa. Por isso, vai a minha dica: se você gosta de moda ou quer aprender a melhorar seu visual, não assista ao Esquadrão brasileiro.

A única profissional que se salva é a maquiadora Vanessa Rozan, chefe da MAC no Brasil, que faz mudanças incríveis no rosto das pessoas e passa informações realmente úteis

Eu não sei mais onde encontrar Trinny e Susannah na TV. Pelo que li, elas foram contratadas pela ITV 1 e estrearam um show, em 2006, chamado Trinny and Susannah Undress..., que já não vai mais ao ar (nem nunca foi exibido no Brasil). Mas o site oficial delas é uma grande fonte de saber, com um milhão e meio de dicas boas (tudo muito bem explicadinho e com ilustrações e imagens bacanas). Além disso, a dupla tem cinco livros lançados: What Not To Wear, What You Wear Can Change Your Life, What Your Clothes Say About You, The Survival Guide Who Do You Wanna Be Today (mas apenas dois foram traduzidos no Brasil, o primeiro como Esquadrão da Moda mesmo e O Que Suas Roupas Dizem Sobre Você).
Porém, se você não entende nada de inglês e quer saber mais sobre consultoria de imagem de qualquer jeito, pode passar no blog de uma versão brazuca da dupla, as meninas do Oficina de Estilo, Fernanda Rezende e Cristina Zanetti (foi assim que eu expliquei para minha mãe, uma vez, qual era a profissão das duas: "Elas são tipo aquelas mulheres do Esquadrão da Moda que a gente assistia, sabe?"). A Fê e a Cris são umas fofas (de morrer, juro), super famosas no meio bloguístico e mega reconhecidas pelo seus trabalhos.
Resumindo: se você não tem absolutamente nada para fazer nas suas noites de terça-feira, entre as oito e as nove horas, mais ou menos, alugue um filme, entre no MSN ou asse um bolo, mas não ligue a TV no SBT. Não vale a pena.

28/04/2009

Madonna

E eu jurava para a minha mãe que o sonho da minha vida era ser uma cinqüentona igual à Madonna. 
(Dica do Diego Cardoso).

Ah, e sobre o layout: pois é, não consegui acostumar com o outro não. Sei lá, devo sofrer de cromofobia ou algo do tipo. Gosto de preto no branco e só. A foto do cabeçalho eu achei em casa, minha mãe que me produziu assim quando eu tinha 1 ano e meio. Então, sou eu.

26/04/2009

Sofrendo preconceito

Ontem eu fui cortar o cabelo. O salão é de um amigo de infância da minha mãe e eu vou lá desde os 12 anos. E é desde essa época que, vira e mexe, eu ouço a seguinte pergunta:
- E você está namorando, Ana?
Aos 15, a resposta era recebida da seguinte forma:
- Não.
- Ah, tá certo! Você é muito novinha mesmo para ficar arranjando dor de cabeça.
Já aos 18, falavam:
- Isso mesmo! Tem mais é que sair e beijar na boca sem compromisso.
Agora, aos 20, ouço:
- Jura? Não está namorando mesmo? Mas é por opção sua, né? Porque uma menina tão linda não pode ficar solteira assim à toa...
Tudo que posso fazer nesse momento é dar um sorrisinho sem graça e concordar com a cabeça, porque não tem como responder nem a) Verdade, eu sou linda demais para os todos os demais mortais da Terra; nem b) Não, é por opção dos homens.
Sabe, garotas como eu, que não gostam de se comprometer com qualquer um que ficam e preferem dedicar seus finais de semana e férias a viajar com os amigos e cair nas baladas em vez de almoçar com sogros, sofrem um preconceito muito grande por parte da sociedade (e, provavelmente, estão se identificando com esse post).
Pensando nisso, decidi abrir uma agência de aluguel de namorados para situações desconfortáveis e propícias a olhares e comentários do tipo "mas está solteira ainda? Ela deve ter algum problema": salões de beleza, manicures, festas de família, casamentos e saídas com amigos que gostam de namorar e estão sempre em casais. Vou ficar rica com esse negócio.
Rapazes candidatos a serem namorados de aluguel, favor entrar em contato comigo. Grata,

Fundadora da ABSSP (Associação Brasileira de Solteiras Sofredoras de Preconceito).

23/04/2009

Como perder tempo na internet

Fazendo vários testes no Buddy TV (dica do blog da Joana). Você pode descobrir coisas super interessantes lá. Eu, por exemplo, fiquei sabendo que em Lost eu sou...



Quem poderia imaginar, não? Foi o que mais me surpreendeu. Sempre senti algo entre ódio e admiração por ele, mas não sabia que despertava o mesmo nas outras pessoas haha, sensacional.
Já no pobre e falido Heroes eu sou...


Ainda bem que sempre gostei do Hiro. E adorei a descrição que o site dá sobre ele (e mim, né?).
Mas o mais importante mesmo é que em Gossip Girl meu namorado seria...



Definitivamente, o que mais me atrai (eu sei que ele nem é o mais bonito). Mas é tão... mau! hahaha. E, além de tudo, muito elegante e sexy ;)
Enfim, e quanto a vocês? No site tem mais um milhão de testes importantes de várias séries, programas e desenhos diferentes.

20/04/2009

Meu passado rebelde

para Capricho

Se eu pudesse voltar no tempo, teria sido menos rebelde-sem-causa. Isso porque, dos meus 12 aos 16 anos, mais ou menos, eu era muito chata com a minha mãe. Tudo era motivo para brigarmos, para eu sair chorando e bater a porta do meu quarto e gritar coisas do tipo: “Eu não vejo a hora de ir embora dessa casa e poder viver a minha vida!”.
Um dos motivos mais clássicos (e imbecis) das nossas discussões era a maneira como eu me vestia. Sabe, minha mãe tem uma loja de roupas aqui na cidade. E só quem é filha de dona de loja de roupas entende o que eu quero dizer agora. Quantas vezes eu já não ouvi: “Filha minha não sai de casa desse jeito! O que as pessoas vão pensar da minha loja?”. Pois é. E dos 12 aos 16 anos, eu estava naquela fase clássica: tinha cabelo vermelho (na época, era muito original e eu era a única da cidade assim), andava de preto e meu All Star parecia tênis de mendigo. Minha mãe ficava no horror e me colocava de castigo (juro).
Ainda bem que tudo isso passou e, hoje, nós duas nos damos muito bem. Mas não vou dar o braço a torcer sobre ela ter vencido (era sempre um “não vejo a hora dessa fase passar” dela seguido de “isso não é uma fase, é um estilo de vida, eu te odeio!” meu). Mas ficaram uns traumas. Se desse para eu mudar, teria sido menos encrenqueira.

Por outro lado, se eu pudesse viajar para o futuro...

Quando eu tinha uns 10 anos, me imaginava completamente diferente do que sou aos 20. Na verdade, eu achava que depois que eu fizesse 18, minha vida ia mudar completamente. De repente, eu seria independente, dona do meu próprio nariz. Moraria sozinha, teria meu próprio carro, um namorado bonitão a tiracolo e, além de tudo, seria alta e teria peito. Pois nada disso aconteceu quando eu passei para a maioridade (só agora que moro com mais duas amigas, por causa da faculdade, e quem paga todas minhas contas ainda é meu pai. Dependência total).
Entretanto, eu continuo criando a minha imagem do como-vou-ser-quando-crescer. De acordo com meus planos, se eu acordasse amanhã com 30 anos, em primeiro lugar, eu teria cara de apenas 25, porque eu me cuido muito bem. Olharia para o lado e meu marido bonitão já teria levantado, feito o café da manhã para mim, comprado jornal, alimentado o cachorro e corrido meia hora no parque - ele é tão prestativo. Depois, eu pegaria meu carro bacana e iria para o meu trabalho bacana, como uma jornalista superimportante de uma revista superimportante. E, por fim, à noite, encontraria o marido e as amigas (essas, as de sempre mesmo, que conseguiram todas continuarem lindas aos 30 e terem profissões bacanas e maridos bonitões como eu) e iríamos todos jantar em um restaurante super da moda e de pessoas importantes.
A minha vida vai ser, nos meus planos, muito bacana mesmo.

17/04/2009

Pin Ups e Von D

Eu sempre quis colocar uma foto da Kat Von D em algum post do meu blog, mas nunca encontrei oportunidade. Para quem não sabe quem é, a moça à pin up aqui ao lado é uma tatuadora americana super tudo de bom que faz os desenhos mais incríveis do mundo no corpo das pessoas, principalmente quando se tratam de retratos e, é claro, essas bonequinhas dos anos 50 (isso além de ser linda e engraçada e... Kat, quer ser minha amiga?). A artista ficou conhecida através do programa Miami Ink, que passa no People and Arts, mas, após o episódio de sua demissão do estúdio de tatuagens mais famoso do mundo, foi estrelar um show só seu: o L.A. Ink (Los Angeles Ink) (para aqueles que nunca viram, o lugar é lindo de morrer!).
Bom, na verdade, eu só a usei de pretexto aqui para falar do layout novo que coloquei no blog, após minhas diversas tentativas de mudar a aparência e o tema para algo que eu gostasse muito (tanto quanto da Mafalda). Pois bem, depois de algum período de férias da minha vida, anos atrás, que descobri e viciei nesse seriado, e conheci o trabalho dela, fiquei muito apaixonada por pin ups! Então, enquanto não viro uma mestra do design e do Photoshop (isso mais do que já sou, como os que acompanham aqui sabem), vou deixar esse bonito que encontrei no BTemplates. Não acho que seja a cara do Hialoplasma (eu realmente adoro a Mafalda aqui), mas gostei, vai. Vamos ver quanto tempo dura. E continuo aceitando sugestões de novos temas (ou templates prontos de almas caridosas).

16/04/2009

Mudança

Cansei desse layout. Alguém tem sugestões?

Update: tentei mexer aqui e perdi tudo. Droga. Agora já sei o que vou ficar fazendo no final de semana ¬¬

Update 2: não sei o que fazer! Estou deprimida com a situação atual. Se você tinha seu blog na minha lista de links, favor deixar o endereço em um comentário para me ajudar. Grata.

Update 3: acho que vou deixar tudo branco assim e falar que é um novo conceito clean.

12/04/2009

07/04/2009

Para fãs de Doug Funnie

Descobri há pouco, zapeando canais, que Doug agora passa na TV Cultura! Fiquei tão feliz, achei que era um desenho perdido para sempre (porque acho que não passa mais na Nickelodeon, não é?). Enfim, para os fãs de Doug, achei importante compartilhar essa informação de suma importância. É de segunda à sexta, 13:30h e 17:30h.

Tchuru tchuru, tchuru tchuru tchuru tchu...

06/04/2009

Cabelo da Blair

Decidi essa semana que jamais conseguirei ser feliz se não cortar e pintar meu cabelo para ficar igual ao da Blair, de Gossip Girl. Então, fiz várias pesquisas na internet de fotos dela em vários ângulos e luzes diferentes para levar para o meu cabeleireiro. Porém, não achando o suficiente, decidi fazer uma montagem, tirando a cabeleira dela e colocando na minha cabeça para ver se ficava bom. Veja como sou a mestra do Photoshop:

Foto que peguei na internet da Blair bonita com o cabelo bonito.

Eu com o cabelo bonito da Blair.

Não ficou totalmente excelente? Achei que combinou muito!
Ok, agora sério: resolvi postar porque acredito nunca ter feito nada tão babaca e tosco no Photoshop em toda minha vida (antes tinha sido a montagem da Coca Cola em Mossoró). Bom saber que consigo sempre superar minhas expectativas.

04/04/2009

Discussões que não posso ter com a Nathalia - Parte IV

Sobre lavar ou não a garrafa térmica

A última das discussões apareceu somente esse ano, quando tivemos um contato maior com a vida doméstica.
A Nathalia aprendeu na casa dela, com a mãe dela, que não se deve lavar nunca a garrafa térmica, para permanecer nela “o gostinho do café”, tornando-o, assim, cada vez mais saboroso. Quando um acabar, ou já estiver frio e você jogar fora, bastar encher novamente o recipiente que está tudo bem.
Mas eu aprendi na minha casa, com a minha mãe e o meu pai – mestre cafeteiro –, que isso é falta de higiene e, na verdade, só vai deixar tudo com gosto de café velho. Realmente, não dá para lavar a garrafa térmica com detergente, porque fica com gosto de sabão. Mas antes de despejar o café novo nela, é válido passar uma água para dar uma limpadinha por dentro. E, uma vez por semana, mais ou menos, enchê-la com água fervente e deixar assim durante uma noite toda, jogando fora pela manhã. E, ainda, caso o fundo prata dela comece a ficar escuro e feio, colocar com a água uma colher de cloro, para poder limpá-la (mas isso só acontece em casos extremos).
O problema é que a Ná não me deixa lavar a garrafa (apesar de eu fazer isso escondido todos os dias). Eu sei que discussões que envolvem mães não são saudáveis, e eu gosto muito da tia Simone, mas, sério, nesse tópico, eu peço que as pessoas fiquem do meu lado e expliquem para minha roomate que café velho não é bacana.

02/04/2009

Discussões que não posso ter com a Nathalia - Parte III

Sobre a importância das fitas adesivas

Mudando bruscamente o nível de cultura das nossas divergências, o terceiro assunto que foi banido do nosso dia-a-dia é em relação à importância da fita adesiva no mundo moderno. Esse vai dar um post curtinho, creio eu. Dessa vez, vou começar pelo lado da Ná.
Não dá para viver sem fita adesiva, seja ela durex, band-aid, esparadrapo ou post-it – isto é, qualquer coisa que grude com aquela colinha. Imagine só, como você juntaria duas partes em uma, o que colocaria sobre um machucado, como prenderia uma gaze ou um curativo, como deixaria recados para outras pessoas? Impossível.
Eu já acho que para tudo existe uma solução: colar com cola líquida (ou em bastão, tanto faz), amarrar faixas em torno do seu machucado, usar barbante ou diversos outros materiais que substituiriam facilmente uma fita adesiva em sua tarefa. Porque, afinal, o homem viveu muito bem por milhares de anos até inventarem essa mocinha.
Mas a Nathalia acha que ele não viveu tão bem assim.